A FILOSOFIA PENAL DOS ESPÍRITAS
Estudo de filosofia jurídica

LOMBROSO, KARDEC E FERNANDO ORTIZ

Talvez a frase mais singela e enfática da obra A filosófica penal dos espíritas, do prof. Fernando Ortiz, seja a que inicia o livro: “Não sou espírita”¹.

Continuando, o mestre cubano, em síntese, esclarece que não se trata daqueles que não podem sequer ouvir falar do assunto para já discordar, sequer ousa rolex replica sale os princípios da filosofia espírita, mas se dispõe a recordar as idéias espíritas sobre a Criminologia, adjetivando-a de “cósmica” ou “universal” comparando-as com outras correntes filosóficas de criminologia humana, que borbulhavam em seu tempo.

A frase em destaque merece atenção, eis que já denota se tratar de estudo feito de modo desapaixonado, com a serenidade necessária para o cientista se debruçar sobre o objeto de pesquisa e tirar as melhores conclusões, longe da visão míope de quem analisa apressadamente, no afã de convencer por convencer, sem critérios racionais e com muito preconceito.

Este o espírito que fake rolex sale a referida obra do prof. Ortiz. Aliás, de se registrar que Fernando Ortiz cursou Direito, na Universidade de Havana. Nesta época, ao lado dos estudos do positivismo criminológico, também se atrevia a ler algumas obras de Léon Hippolite Denizar Rival, o francês codificador do Espiritismo, que adotaria o pseudônimo de Allan Kardec.

O mesmo entusiasmo que marcou os estudos de Ortiz envolvendo as teorias lombrosianas e ferrianas levaram-no a aprofundar as mesmas questões sob a ótica da doutrina espírita.

Não demorou muito para notar as coincidências entre referidas idéias. Onde uma teoria termina, a outra talvez começa. De um lado, o lombrosianismo baseava-se em rolex replica sale materialistas e era guiado pelo positivismo. De outro, o espiritismo sustentava-se em conceitos espiritualistas e caminhava pelo idealismo. A primeira teoria limitava-se a perceber o homem criminoso em caracteres físicos; a filosofia espírita o vê como um espírito milenar, que já traz em si as tendências espirituais criminosas. Muda apenas o ponto de vista, o raciocínio é o mesmo...

Em 1905, Fernando Ortiz pôde falar diretamente a Lombroso, na Itália, sobre as coincidências entre sua obra e as teorias penais extraídas da obra sistematizada por Allan Kardec. Mal sabia ele que mais tarde Cesare Lombroso torna-se-ia estudioso e adepto da doutrina espírita...

Em resumo, possível é afirmar que as reflexões de Fernando Ortiz são úteis para todo estudioso de Direito Penal e Criminologia, enfim, todo replica watches que se preocupa com a Filosofia do Direito, sem se descuidar dos aspectos espirituais.

Ler e estudar a obra do prof. Fernando Ortiz é conhecer um pouco sobre a Criminologia “universal” ou “cósmica”, com base nas idéias organizadas por Allan Kardec.

Remontar a Lombroso para conhecer Kardec, este o mérito do saudoso professor Fernando Ortiz.

¹A filosofia penal dos espíritas. Prof. Fernando Ortiz. Trad. Carlos Imabassahy. 2ª ed. São Paulo: ed. Lake, 1998. p. 23.

 

Tiago Cintra Essado
Promotor de Justiça/SP

 

 


        
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