• Introdução ao Livro dos Espíritos
• Introdução ao estudo da Doutrina Espírita
• 3º Parte da Introdução ao estudo da Doutrina Espírita
• Parte Primeira – Causas Primárias - DEUS
• Dos elementos gerais do Universo

 

Estudando O Livro dos Espíritos

Introdução ao Livro dos Espíritos

18 de Abril de 1857 é a data em que, com O Livro dos Espíritos, o mundo recebia a promessa evangélica do Consolador. Esta obra é o código de uma nova fase para a evolução humana. Não é um livro comum, é muito mais do que isso, ele trás a necessidade e o dever de estudá-lo, medita-lo, estando constantemente conosco, pois, nos proporciona a valiosa oportunidade de desvendar de forma racional os conhecimentos que necessitamos para conhecer o que somos, de onde viemos e para onde vamos.
Sobre O Livro dos Espíritos se ergue o edifício da Doutrina Espírita, ele é a pedra fundamental do espiritismo, o seu marco inicial. O Livro dos Espíritos lançou luzes sobre a escuridão em que estavam os ensinamentos de Jesus. Com este livro surgiram novas palavras que clarearam dúvidas que a humanidade possuía. O espiritismo, palavra nova para designar o estudo racional sobre a existência dos espíritos. Espírita, aquele que professa a Doutrina Espírita.
Segundo J. Herculano Pires, “O Livro dos Espíritos, não é, porém, apenas, a pedra fundamental ou o marco inicial da nova codificação. Porque é o próprio delineamento, o seu núcleo central e ao mesmo tempo o arcabouço geral da doutrina. Examinando-o em relação às demais obras de Allan Kardec, que completam a codificação, verificamos que todas essas obras partem de seu conteúdo. Podemos definir as várias zonas do texto correspondentes a cada uma delas”.
A legitimidade do livro pode ser constatada no método que Allan Kardec usou, baseado na simplicidade e para garantir a sua eficiência usou os seguintes recursos:
Escolha de colaboradores mediúnicos insuspeitos, tanto do ponto de vista moral, quanto da pureza das faculdades e da assistência espiritual; Análise rigorosa das comunicações, do ponto de vista lógico, bem como do seu confronto com as verdades cientificas demonstradas, pondo-se de lado tudo aquilo que não possa ser logicamente justificado; Controle dos espíritos comunicantes, através de coerência de suas comunicações e do teor de sua linguagem; consenso universal, ou seja, concordância de várias comunicações, dadas por médiuns diferentes, ao mesmo tempo e em vários lugares, sobre o mesmo assunto.
Armado desses princípios, escudado rigorosamente nesse critério, surgiu O Livro dos Espíritos.
Allan Kardec, reuniu informações neste livro, que estruturaram o espiritismo, dando-lhe as feições científica, filosófica e religiosa.
No próximo artigo estaremos estudando a introdução, porém mais especificamente os enunciados de Allan Kardec inseridos na Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita.

Jorge Jossi Wagner
jorgewa@estadao.com.br

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Introdução ao estudo da Doutrina Espírita

Com o surgimento da Doutrina Espírita, para que pudesse ser bem compreendida, segundo esclareceu Allan Kardec, fez-se necessário que novas palavras surgissem para que ficassem claro as diretrizes dessa nova religião, que não estava criando nada de novo, nem mesmo uma crença diferente, apenas passaria a explicar aquilo que já existia, mas, ainda não havíamos entendido.
Assim, à palavra espiritual, espiritualista, espiritualismo, que significavam a crença na existência em algo além da matéria, sem que se tag heuer replica na existência dos espíritos, mas, contrário ao materialismo que nada admite além da própria matéria, foram criadas as palavras espírita e espiritismo, que acrescentadas da crença em algo além da matéria, trouxe também a aceitação da existência do mundo invisível ou mundo dos espíritos. Dessa forma, a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por principio as relações do mundo material com o dos espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do espiritismo serão os espíritas, ou, se o quiserem, os espiritistas.
Outra palavra que se deve ater para que o esclarecimento se faça completo é alma. Segundo uns, a alma é o principio da vida orgânica. Não têm existência própria e se extingue com a vida; é o puro materialismo. Outros pensam que a alma é o principio da inteligência, agente universal de que cada ser absorve uma porção. De cartier replica sale com essa opinião, a alma universal seria Deus e cada ser uma porção da Divindade; é uma variedade do Panteísmo. Segundo outros, enfim, a alma é um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva a sua individualidade após a morte. Essa doutrina, para a qual a alma é causa e não efeito é a dos espiritualistas.
A Doutrina Espírita, segundo Allan Kardec, chama então de alma ao ser imaterial e individual que existe em nós e sobrevive ao corpo.
Podemos observar caro leitor, o quanto é importante o estudo a respeito de qualquer assunto, para que este fique bem esclarecido. Allan Kardec preocupou-se sobremaneira em esmiuçar as novas palavras, observando que, é preciso oferecer subsídios para que a inteligência possa aceitar discutir e assimilar novas idéias.
A Doutrina Espírita surge num tempo (1857) em que, embora fake rolex sale liberdade de pensamento, havia ainda, como até hoje, os dogmas milenares trazidos pelo ranço das religiões tradicionais e que, pretensamente, eram as donas da verdade.
Em sua Introdução ao estudo da Doutrina Espírita, Allan Kardec, procurou responder aos adeptos e aos contraditores com farta argumentação, levando-nos sempre a usar a razão, a raciocinar e usar de bom-senso no trato com essas “novidades” em relação à religião, assunto este, muito delicado, pois, mexe com algo que está arraigado em nós, agora o sabemos, por milênios.
Mudar o que achávamos que era o certo, aceitar que Deus é um Pai amoroso em todas as circunstâncias, que não pune, mas dá oportunidades é muito difícil de assimilar, daí, a necessidade de levar as pessoas a estudar sempre.
No próximo estudo estaremos trazendo as fake rolex sale de Allan Kardec para os detratores da Doutrina Espírita.

Jorge Jossi Wagner
jorgewa@estadao.com.br

 

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3º Parte da Introdução ao estudo da Doutrina Espírita.

Resumo da Doutrina dos Espíritos

Nesta parte, Allan Kardec resume os pontos principais do espiritismo tais como foram passados pelos espíritos, onde todas as objeções puderam ser respondidas:
 “Deus é eterno, imutável, imaterial, único, todo poderoso, soberanamente justo e bom. Criou o universo, que compreende todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais. Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal e os seres imateriais o mundo invisível ou dos espíritos”.
“O mundo dos espíritos é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo. O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir ou nunca ter existido, sem alterar a essência do mundo dos espíritos”.
“Os espíritos revestem temporariamente um invólucro material e perecível (o perispírito) e a sua destruição devolve os espíritos ao seu mundo natural”.
“Entre as diferentes espécies de seres corporais Deus escolheu a espécie humana para receber o espírito, dando a estes uma superioridade moral e intelectual ante as demais espécies”. “A alma é o espírito encarnado e o corpo o seu invólucro material, podendo ser entendido como o veículo que contribui para a evolução do espírito”.
“Há no ser humano três coisas> 1º)O corpo material animado pelo principio vital ; 2º)A alma ou ser imaterial, espírito encarnado no corpo; 3º)O laço que une a alma ao corpo, principio intermediário entre a matéria e o espírito. O perispírito”.
“O ser humano tem assim duas naturezas: pelo corpo participa da natureza dos animais, dos quais possui os instintos; pela alma participa da natureza dos espíritos”. O laço ou perispírito que une corpo e espírito é uma espécie de invólucro semimaterial. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro, o corpo. O que morre, portanto, é o corpo material, conservando o espírito a sua individualidade. “Este corpo etéreo, invisível para nós no seu estado normal, é um ser definido, real e que em certos casos pode ser apreendido pelos nossos sentidos da vista, da audição e do tato”.
“Os espíritos pertencem a diferentes classes, não sendo iguais em poder nem em inteligência, saber ou moralidade. Cada classe vai sendo conquistada pelos espíritos através de seus esforços nas sucessivas reencarnações, que é o caminho obrigatório para alcançar a evolução”. As diferentes existências corpóreas, as reencarnações, são sempre progressivas e jamais retrógradas, mas a rapidez do progresso depende dos esforços que fazemos para chegar à perfeição possível aos espíritos”.
“As qualidades da alma são as do espírito encarnado. Não existe privilégio na criação, tudo é trabalho individual. Assim, o homem de bem é a encarnação de um bom espírito, conquista pessoal. A alma é uma individualidade antes e depois da reencarnação”.
“Os espíritos encarnados habitam os diferentes mundos do universo. Os espíritos não encarnados ou errantes não ocupam nenhuma região determinada ou circunscrita; estão por toda parte, no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos cem cessar. É toda uma população invisível que se agita ao nosso redor e exercem grande influência sobre os espíritos encarnados. Podem se comunicar diretamente conosco através dos médiuns, espíritos encarnados com um sentido a mais, a mediunidade, meio pelo qual é feito o contato entre o mundo espiritual e o mundo material”.
“Os espíritos não encarnados são atraídos pelos nossos pensamentos, pela simpatia e pela evocação. Os espíritos superiores gostam das coisas que realmente tem valor moral e assim ocorre com os demais, atraído pela sintonia, o bom gosta do bem o mal gosta dos desequilibrados”.
“Os espíritos ensinam que não há faltas irremissíveis que não possam ser apagadas pela expiação, ou seja, pela luta em vencer as nossas falhas. Deus fornece todos os meios necessários que permitam avançar em direção à perfeição, que é o objetivo final da criação”.

Jorge Jossi Wagner
jorgewa@estadao.com.br

 

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Parte Primeira – Causas Primárias - DEUS

1 – Deus e o infinito - 2 – Provas da existência de Deus - 3 – Atributos da Divindade - 4 – Panteísmo.

Allan Kardec, muito apropriadamente, inicia o Livro dos Espíritos fazendo a pergunta que trazemos dentro de nós de forma inata: O que é Deus? Essa é a pergunta das perguntas e sua resposta, embora de difícil compreensão, nos alivia um pouco a vontade que trazemos de entender o Criador: “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”. Temos então, uma noção, embora a nossa pouca capacidade de assimilar a Sua grandeza. Deus é infinito em suas perfeições, embora não tenhamos ainda condições de entender o que seja perfeição, fazemos uma pálida idéia do que seja perfeição, mas, ainda não temos como assimilar o que seja isso. E Deus é A Perfeição Suprema. Se nos perguntarmos onde podemos encontrar Deus, podemos dizer que Ele está dentro de nós, Sua existência está assinalada, impressa em nosso interior, por isso, embora não O compreendamos ainda, temos certeza de Sua presença. Podemos também usar a nossa inteligência para ressaltar que, não existe efeito sem causa. Aquilo que o homem não é capaz de criar, de fazer de elaborar e existe, é óbvio que foi feito por alguém num certo momento. Assim, tudo aquilo que existe e não foi feito pelo homem, é Obra de Deus. Nós, os seres inteligentes somos suas criaturas, suas obras.
O sentimento que temos da Sua existência não é fruto de idéias adquiridas, nascemos com essa certeza. Todos, independente da nossa condição social, moral ou intelectual, sabemos da Sua existência. A humanidade, em todos os tempos falou e reverenciou o Criador, mesmo não sabendo ainda caracteriza-lo.
Sua grandeza pode ser medida pela harmonia perfeita do Universo. A ciência, fruto da inteligência humana vem qualificando O Criador na medida em que mais se desenvolve. Quanto mais poderosos os telescópios, mais se observa a grandiosidade, perfeição e beleza do Universo. Quanto mais a humanidade progride, mais ela compreende Deus, mais o admira e respeita.
O Livro dos Espíritos, através dos atributos de Deus, nos passa uma idéia do que é Deus: Ele é Eterno, se tivesse tido principio, teria saído do nada, ou, então, também teria sido criado, por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade. É imutável, se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam. É imaterial, quer dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria. É único, se muitos Deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do universo. É onipotente, ele O é, porque é único. Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto Ele, que então não teria feito todas as coisas. As que não houvessem feito seria obra de outro Deus.
É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis Divinas se revela assim nas mais pequeninas coisas como nas maiores e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus.
No final do primeiro capítulo, Allan Kardec comenta sobre o panteísmo, crença segundo a qual Deus seria o resultado de todas as forças e de todas as inteligências do Universo reunidas. Se fosse assim, Deus não existiria, porquanto seria efeito e não causa. Ele não pode ser ao mesmo tempo uma e outra coisa. A inteligência de Deus se revela em suas obras, como a de um pintor no seu quadro. Mas, o quadro não é o pintor. Assim, as obras de Deus não são o próprio Deus, mas sua criação.

Jorge Jossi Wagner
jorgewa@estadao.com.br

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Dos elementos gerais do Universo

Neste capítulo II das Causas Primárias são tratados assuntos sobre o Conhecimento do principio das coisas, Espírito e Matéria, Propriedades da Matéria e Espaço Universal.
Na pergunta 17 Allan Kardec indaga se é dado ao homem conhecer o princípio das coisas e a resposta vem dentro daquilo que se espera quando usamos o raciocínio: Não, Deus não permite que ao homem tudo seja revelado neste mundo. Observamos que é dito “neste mundo”, obviamente entendemos que por neste mundo os espíritos nos alertam para a necessidade de crescimento intelectual e moral para podermos ter condições de entender aquilo que está acima de nossas atuais condições. Um dia certamente, quando estivermos mais evoluídos, naturalmente iremos penetrando nestes conhecimentos. A ciência vem aos poucos conseguindo levantar o véu de coisas até então consideradas como fenômeno. Para tudo é necessário o tempo, o esforço e o trabalho para se chegar à conquista. O conhecimento se enquadra nesta situação.
A matéria e o espírito são os dois elementos gerais do Universo. Acima deles está Deus, criador de todas as coisas. Assim, Deus, espírito e matéria constituem o principio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o espírito possa exercer ação sobre ela.
O espírito é o principio inteligente do Universo. Para analisar a sua natureza íntima nos faltam elementos de comparação. O espírito independe da matéria, mas, a matéria precisa do espírito para se intelectualizar. O espírito somos nós, muito embora na maioria das vezes nos consideremos a forma física e material pelo qual somos conhecidos. Somos o espírito.
As propriedades da matéria são modificações que as moléculas elementares sofrem, por efeito de sua união, em certas circunstâncias. Essas modificações são as responsáveis pelos sabores, odores, as cores, o som, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos e não são nada além de modificações de uma única substancia primitiva e que só existem devido à disposição dos órgãos destinados a percebê-las.
A molécula tem uma forma determinada, mas, não temos ainda capacidade para observá-las. A forma das moléculas é constante enquanto elemento primitivo e variável a das moléculas secundárias, que mais não são do que aglomerações das primeiras.
O Espaço Universal é infinito, e, muito embora entendamos este significado, nos faltam elementos para compreender o que seja efetivamente isso. Se houvesse um limite no espaço, por mais distante que a imaginação o coloque, a razão diz que além desse limite alguma coisa há e assim gradativamente, até atingirmos o infinito.
Essas considerações de Allan Kardec sobre estes importantes temas, longe de nos esclarecer o assunto, dada a nossa pequena compreensão, mais nos coloca uma questão: A grandeza infinita de Deus na criação de tudo isso. Neste ponto de indagações e conjecturas é que compreendemos quando os espíritos nos dizem logo no começo que nos faltam elementos para compreender o principio das coisas. Neste ponto de evolução que temos, ainda precisamos de comparações para elucidar a nossa compreensão. Como não existe como comparar o principio das coisas ao que conhecemos, fica difícil esse entendimento. Daí, a orientação dada pela Doutrina Espírita de que tudo chega no tempo certo. O que deve nos bastar no momento é que temos tudo para evoluir e paulatinamente nos tornarmos melhores e continuar a nossa luta não para entender esses princípios, mas sim para evoluirmos intelectual e moralmente e as demais descobertas virão naturalmente no tempo certo.

Jorge Jossi Wagner
jorgewa@estadao.com.br

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